Cofres meio cheios ou meio vazios?

Cofre

Para os portugueses há dois tipos de pessoas: os otimistas, aqueles que veem o copo meio cheio e os pessimistas, aqueles que veem o copo meio vazio. Mas a questão que importa será essa?

Afinal se não tivermos sede, para quê perder tempo a olhar para um copo com água? Se, por outro lado, estivermos a morrer de sede, não será mais sensato pura e simplesmente beber a água e ponto final?

A recente transposição desta “discussão filosófica” para a esfera política é ainda mais patética e estéril… Descobrimos agora que, alegadamente, temos dois tipos de partidos: os que veem os cofres meio cheios e os que os veem meio vazios. Mas, uma vez mais, a questão que importa será mesmo essa?

Tenho para mim que dentro da classe política mais importante do que saber quem são os otimistas e os pessimistas será descobrir quem são os vigaristas.

Aqui ficam duas dicas…

Não se deixem enganar, a maioria dos que agora veem os cofres do estado meio vazios, têm memória curta e esquecem-se que foram eles que os esvaziaram e de forma irresponsável. Mas o que é mais estranho é que tal não os inibe de continuarem a pavonear-se por aí e a apregoar-se como o Messias.

Nem se deixem iludir pelas palavras doces dos que agora se vangloriam por verem os cofres meio cheios. Peço-vos que revisitem a sábia história “A Vaca, o Passarinho e o Gato da Neve”, e não se esqueçam que “nem sempre quem nos tira da merda é nosso amigo”.

Uma coisa é certa, uns e outros o que querem mesmo é ter a chave do cofre no bolso, para continuar a poder meter a mão na massa a seu belo prazer. Ou ainda restam dúvidas a alguém que são todos farinha do mesmo saco?

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