António Costa: os lisboetas são uns sortudos

António Costa

Ontem, os lisboetas passaram o dia a roer as unhas. Seria mesmo verdade que iam finalmente ver o Sr. António… pelas Costas? Ou tratava-se apenas de uma partida do 1 de abril? Graças a Deus, era verdade!

Seja como for, apesar das más companhias do passado, o Tó é um moço com muito bom fundo e amigo de toda a gente. Olhem que a decisão não foi fácil de tomar, mas nunca pôs a carroça à frente dos bois e pensou sempre em primeiro lugar no interesse do país.

Não quis tomar a decisão a 1 de Janeiro, para não nos deixarmos iludir com o ditado popular “Ano Novo, Vida Nova!”. Afinal de contas, ele sabe bem que o que nos tem para oferecer é… mais do mesmo.

Não quis tomar a decisão a 21 de Março, para não nos deixarmos entusiasmar pelo chilrear dos passarinhos. Afinal de contas, ele sabe bem que “uma andorinha não faz a primavera” e que no PS não há andorinhas.

Depois de muito matutar, decidiu anunciar a decisão a 1 de Abril, e conseguiu para matar 3 coelhos com uma cajadada só:

  • Indiretamente homenageou o seu grande padrinho político, o engenheiro José Sócrates, a quem este dia das mentiras lhe corre no sangue e tanto se empenhou para o tornar omnipresente na vida dos Portugueses.
  • Em segundo lugar, permitiu que na cerimónia de despedida todos pudessem mentir a torto e a direito, de consciência tranquila e sem se sentirem hipócritas. Até o Costinha fingiu acreditar nos rasgados elogios que recebeu.
  • Para terminar, no futuro, ninguém terá moral para se fazer de ingénuo e acusá-lo de ser mentiroso. Se ele nos quisesse enganar quanto às suas intenções tinha escolhido outro dia, por exemplo, o dia 1 de Maio – Dia do Trabalhador.
Agora só lhe falta “matar” o outro Coelho. E sabem que mais venha o diabo e escolha…

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