Cutchi cutchi! Não façam beicinho…

Bebé com beicinho

Os diretores de informação dos órgãos de comunicação social portuguesa acreditam, que nós acreditamos, que eles acreditam que existe “liberdade de imprensa” em Portugal? Por favor, tirem-me deste filme.


O projecto (PSD/CDS-PP e PS), que pretendia “domesticar” um pouco mais a já de si ténue autonomia editorial, teve afinal um mérito inesperado. Graças a ele ficou bem claro que “o rei vai nú” no reino do jornalismo autoproclamado independente.

Foi só agora que tomaram consciência que estão atados de pés e mãos? Agora é tarde para espernear… “Inês é morta”!

A classe política dominante perdeu o respeito pelos jornalistas. Semanalmente, em horário nobre, tomam de assalto os estúdios televisivos pela mão do “jet-set de comentadores políticos”, elevando o jornalismo à categoria de coscuvilhice nacional.

Esse bando de ex-políticos ainda a “ressacar” pela perda do poder de outrora, fantasiados de “Pitonisas de Delfos”, fingem saber de tudo um pouco. A sede de poder é de tal ordem, que esses espaços se transformaram em verdadeiros tempos de antena de aspirantes a Presidentes da República.

Todo este espetáculo acontece com a conivência dos “pivots”, que de sorriso nos lábios, lhes prestam vassalagem através de perguntas previamente combinadas. No fim dessas “conversas da treta”, como se fossem verdadeiros animais amestrados, recebem por vezes uma “recompensa” (os mais sortudos já chegaram a receber um leitão da bairrada).

Com tudo isto a acontecer, semanalmente, debaixo dos seus narizes, ainda nos querem convencer que ficaram muito magoados com está falta de cortesia dos partidos do arco do poder?

Já agora para terminar, um último recado diretamente para os senhores jornalistas, no vosso manifesto de indignação, vocês falam do “direito a informar dos jornalistas”, mas uma vez mais estão errados. Não é um direito, é uma OBRIGAÇÃO!

Isto de “je suis charlie”, tem muito que se lhe diga, e não é para todos…

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