#primus inter pares

José Socrates

Deixem-me explicar este título. Por “inter pares”, não me refiro aos criminosos comuns, esses não têm sequer meios para uma defesa condigna, refiro-me aos alegadamente corruptos, dentro da classe política.

No seio desse vasto e florescente universo, José Sócrates, ao recusar a prisão domiciliária com pulseira eletrónica, demarcou-se claramente dos demais colegas de profissão.

Fez das tripas coração e surge agora renovado, alcançando um patamar de herói. Transformou-se num mártir em nome da sua verdade. Verdade essa, pessoal e intransmissível, na qual só ele acredita, mas que insiste em badalar na imprensa.

Se por um lado, todo este fogo-de-artifício nada prova quanto à sua inocência, por outro lado, acabou de provocar um terramoto político. Quer se queira quer não, as próximas eleições legislativas estão transformadas num mega referendo quanto à inocência ou culpa de José Sócrates!

E o país que se lixe…

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