Agreekment: aurora ou ocaso

Euro

Alegadamente, quando parecia que a integridade da Zona Euro já era, com o acordo desta noite, o Euro renasce para uma nova era. A politiquice, arma tão comum por cá, foi rainha e senhora a nível europeu.

Só não se pode afirmar que foi “um acordo a qualquer preço”, pois em abono da verdade, ainda não sabemos o seu verdadeiro preço…

O preço a pagar pelo excesso de atrevimento que o líder grego teve para com os líderes europeus, está claro e à vista de todos. No fim do dia, teve que ir ao beija-mão, e ainda deverá apanhar uns “tabefes” no regresso a casa, que podem mesmo culminar com a sua demissão.

O preço a pagar pela falta de solidariedade que os líderes europeus tiveram para com o líder grego, esse, está ainda por quantificar e pode demorar algum tempo a apurar. Este longo processo, que alegadamente está concluído, acordou fantasmas há muito esquecidos e abriu feridas que se julgavam definitivamente curadas…

No entretanto os dezanove países da zona euro vão assistir ao regresso de outros tantos líderes, todos eles reclamando vitórias individuais. Mas depois deste triste espetáculo, haverá de facto algum vencedor?

Por agora respiremos de alívio…

2 contra-alegações:

  1. Só alguém muito alienado pela dialética política vigente poderia acreditar que o "socialismo" burguês françês poderia fazer a diferença perante o quadro europeu actual.O sistema bi-partidário(tipo bloco central no euro)tomou conta da política e da estratégia ao serviço do sistema económico/financeiro e da visão de um mundo de competição entre blocos(já não só entre Estados)onde a Europa está agora(já o estava em outros sentidos)a meio caminho entre o sistema USA e o sistema China.E o pior é que perdemos 40 anos(não foram só 20)a encher "chouriços" com lutas ideológicas inúteis e ultrapassadas(que ainda persistem qual loucura,sendo muitas vezes apenas camuflagem para interesses oportunistas e corruptos)tendo como resultado as "mil" fracções na suposta "esquerda" e a alienação de uma percentagem importante do eleitorado(pondo de lado agora os abstencionistas e afins desconfiados)a qual poderia e deveria estar a "fomentar" uma alternativa verdadeira e credível(a qual se existe não se descortina)tendo em conta a realidade e a situação do país e do contexto na UE.Salva-se nisto tudo(no contexto nacional e europeu)até ver os tachos dos corruptos instalados(com algumas excepções) e dos "comentadores"(tv e rádio)...e do humor(onde não param de aumentar as novas oportunidades).Trágico

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  2. E se em vez de chorar, mudassemos os nossos hábitos individuais?
    Se em vez de conduzir um Mercedes, BMW ou VW conduzissemos um Susuki ou Renault?
    Se em vez de trocar de telemóvel todos os anos, o fizessemos apenas em cada 4 anos?
    Se em vez de comprar novo material escolar chinês todos os anos, ensinassemos as crianças a preservar o dos anos anteriores?
    Tantas perguntas... Mas a culpa é dos alemaes.

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