E o burro sou eu?

Caricatura de Passos Coelho e  António Costa

Alegadamente, pela primeira vez numas eleições legislativas em Portugal não haverá um vencedor. Haverão dois perdedores e será eleito como primeiro-ministro aquele que, ainda assim, tiver perdido menos votos.

A coligação PSD/CDS e o partido Socialista têm feito de tudo para perderem as eleições… e os disparates infantis nos outdoors são apenas a ponta do icebergue…

Alegadamente, o rumo dos pais é ditado pela conjuntura externa: taxas de juro “abaixo de zero”, petróleo a “preço de saldo”, a Europa do Norte a acolher o nosso êxodo de emigrantes com um sorriso nos lábios e, a cereja no topo do bolo, o terrorismo islâmico a destruir os destinos turísticos nossos concorrentes no Norte de África. Durante quantos meses mais esta conjuntura nos será favorável?

Alegadamente, a estratégia do país é ditada por Bruxelas, pelo Eurogrupo. O mesmo poder exercido descaradamente sobre a Grécia é exercido sobre nós, de forma discreta, mas apenas e só, enquanto formos discípulos bem comportados. Será por isso que nenhum partido do arco do poder se atreve a revelar a solução que os líderes do Eurogrupo “recomendam” para corrigir o buraco da Segurança Social?

O velho mote “que venha o diabo e escolha” deixou-nos sem escolha…

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